A Arte de Fazer Mais, Mais Rápido e com Menos Recursos.

Postado por admin em 22/02/2012 na categoria Administração / Gestão | Seja o primeiro a comentar

Por Eduardo Roberto

Sun Tzu em A Arte da Guerra, uma joia de 2.000 anos de idade em estratégia militar, é muito utilizado por consultores de gestão tentando aplicar suas pérolas de sabedoria para o campo de batalha moderno da concorrência comercial. Será que os CEO’s do século XXI e os gestores realmente podem aprender alguma coisa com este clássico?
Parece que é possível comparar as batalhas chinesas antigas com a sobrevivência das empresas, a competitividade global, e a vitória na guerra de alta tecnologia. É fácil entender que, como a guerra chinesa antiga, os negócios do século XXI requerem um senso de urgência.
A guerra é, por natureza, um assunto urgente, mas Sun Tzu repetidamente enfatiza a urgência de estratégias, de saber o que é e o que não é importante. Ao Vencer a batalha, ele escreve; o melhor é conseguir a vitória sem gastar pessoas e equipamentos. Além disso, o Mestre nos garante, a vitória não é necessariamente vencida pelo oponente de maior força.
Com a globalização atual, a vitória requer objetivos claros, processos ágeis e flexíveis, e a utilização dos recursos disponíveis em sua plenitude. A Vitória não está relacionada à força, mas sim ao mais eficiente. Nos negócios, como na guerra, os mais ágeis são consistentemente capazes de derrotar os grandes e pesados oponentes.
Mas isso é mais fácil dizer do que fazer. Quais princípios podemos aplicar para aumentar a eficiência de nossos recursos?
Para melhorar qualquer processo é necessário primeiro medi-lo. Se você não tem o controle sobre um processo não tem como melhorá-lo. Portanto, se você precisa aumentar sua produtividade, reduzir seus custos operacionais ou melhorar o prazo de entrega de seus produtos é necessário mapear e controlar o processo atual para depois iniciar um processo de melhoria contínua.
Nesse momento um planejamento adequado pode ajudar muito a obter resultados rápidos e efetivos.
Comece com a capacitação dos colaboradores. É possível que você tenha uma equipe comprometida e determinada para ajuda-lo no processo de melhoria, mas sem ferramentas e metodologia o caminho é mais árduo, lembre-se que “Pra quem só tem martelo como ferramenta, todo problema é prego”. E não é necessário reinventar a roda, deixe a criatividade para as soluções dos problemas e não no desenvolvimento de uma metodologia própria. Com a capacitação adequada, é possível mapear o processo atual e daí sim, desenvolver soluções criativas e muitas vezes com baixo custo, para satisfazer seus clientes e melhorar seus processos.
Após a capacitação, sua equipe estará preparada para enfrentar qualquer problema, daí vem a pergunta crucial qual problema devo “atacar” primeiro?
Como Sun Tzu recomenda, é necessário decidir o que é realmente importante. Infelizmente, há sempre prioridades concorrentes. Pior ainda, os silos funcionais em muitas organizações geralmente não concordam com a classificação relativa dessas prioridades e não é incomum a necessidade da intervenção do Executivo Sênior da empresa para determinar o que é realmente importante.
O próximo passo é ir além de combate a incêndios. Muitas organizações têm tantos recursos que lidam com emergências, que deixam de trabalhar em qualquer outra coisa. Isso é análogo a dizer que, são tão ineficazes que tentam defender tudo. Na tentativa de defender tudo, não defende nada e a única coisa que garantem é a sua própria derrota. Em algumas organizações, os bombeiros mestre são os ativos mais valiosos, um estado de loucura de coisas, já que colocar bombeiros em pedestais apenas garante a perpetuação de uma cultura de combate a incêndios.
Para trabalhar na causa raiz de problemas, você precisará de algum dos recursos que agora estão apagando incêndios. Muitos desses incêndios afetam seus clientes e você não pode fechar os olhos para isso.
O que é necessário é um programa proativo para mover de forma constante uma cultura de combate a incêndios para uma cultura de melhoria contínua. Não é fácil, mas se você não pode fazer esta viagem, a sua empresa vai ser presa fácil para um concorrente que pode.
Depois de ter começado a liberar as pessoas para apoiar as iniciativas de melhoria contínua, como você pode mantê-los focados no que é realmente importante? Supondo que você já seguiu as nossas sugestões para obter o alinhamento em torno das prioridades, há duas outras responsabilidades da liderança.
“Disciplina no começo.” Trabalhar sobre um certo número de processos é tão importante quanto trabalhar nos processos certos. Muitas iniciativas vão inundar toda a organização e faltará recursos. Então, como você sabe quais processos são mais urgentes? Utilize sempre a visão do cliente como sendo o ponto focal para decidir qual inciativa é mais importante. Ferramentas de priorização como GUT (Gravidade, Urgência e Tendência) pode auxiliá-lo na melhor decisão.
Cabe à administração criar um processo que assegure um controle eficaz com todos os recursos necessários. Isso se aplica em todas as áreas de projetos tanto para desenvolvimento de novos produtos como para iniciativas de melhoria contínua. Como Sun Tzu diz que, todos os braços são necessários para vencer uma batalha. Se a infantaria luta sem cavalaria e artilharia, porque eles estão ocupados em outros lugares, ele será derrotado.

“Concentrar os seus recursos” – Temos várias táticas aqui:
1. Lembre-se sempre que decidir no que você não irá trabalhar é tão importante quanto decidir no que você irá trabalhar. Projetos acumulados são sempre importantes para alguém, que vai tentar mover os seus projetos importantes através do recrutamento de recursos. A administração tem de definir uma regra dura e cumpri-la.
2. Existem muitos tipos de recursos críticos que podem estar envolvidos no dia-a-dia da empresa, bem como nas iniciativas de longo prazo. Se você não se cuidar este é o beijo da morte. O Dia-a-dia da empresa sempre vence e pode tornar muito mais difícil fazer progressos sobre os projetos de melhoria. A solução, em todas as organizações, é dividir responsabilidades. As pessoas que trabalham e sustentam as atividades do dia-a-dia geralmente não devem ser alocadas em projetos críticos, e vice-versa.
3. Limitar o número de projetos de qualquer indivíduo. Envolvimento em muitos projetos de uma vez pode deixar alguém constantemente em posição de ser puxado em várias direções. Esta é sempre uma decisão difícil, mas existem técnicas que podem ajudar a determinar quando alguém está sobrecarregado.
4. Criar um processo de gestão para escalar os problemas rapidamente. Se você não está recebendo um recurso comprometido, é necessário uma ação imediata. É importante descobrir o conflito e resolvê-lo.
Seguindo estes princípios básicos isso irá ajudar você a manter as pessoas focadas nos projetos aos quais foram alocados.
Execução Superior
Agora que você decidiu o que é mais importante, ter alinhado as funções e recursos atribuídos à tarefa, você só ganhou metade da batalha. Existem algumas outras regras de classe mundial que você precisa entender, a fim de implementar com sucesso o seu plano:
1. Como dissemos antes, armas combinadas (infantaria, cavalaria e artilharia) são sempre mais eficazes do que um único braço sem suporte. Em termos empresariais, os braços são as funções. A função, de maneira isolada não pode entregar valor ao cliente; funções criam valor através da sua integração nos processos de negócios-chave. Como resultado, melhorias significativas de desempenho em seus negócios requerem a participação ativa de todas as funções que tocam o processo, colaborando em um ambiente de equipe multifuncional, sob a direção de um dono do processo.
2. Clareza nos objetivo. Aqui está um tópico onde temos de discordar com o Mestre. Sun Tzu diria que não é necessário para as tropas saber os objetivos do general. Mas no mundo dos negócios, todos precisam entender o objetivo. Na prática, múltiplos objetivos que às vezes envolvem “trade-offs”, e as pessoas precisam compreender os objetivos e os “trade-offs”, a fim de tomar decisões corretas. Isso se aplica a todos, porque todos tomam decisões que afetam o desempenho do negócio.
3. Um exército (pelo menos antes do século XX) marcha de forma mais eficaz para uma cadência medida, daí o papel fundamental do tambor. Na melhoria contínua, uma cadência semelhante é necessária. As equipes de projeto devem reunir-se de forma regular, com uma agenda de reunião padrão e processo, e as equipes de nível superior de gestão também devem analisar os projetos em base regular. Sem esta cadência “batida”, as principais iniciativas irão mover-se muito lentamente ou mesmo ficar estagnadas.
4. Indicadores são fundamentais para o sucesso de qualquer operação militar, e igualmente importante para a condução de um agressivo programa de melhoria contínua. Algumas organizações têm uma sólida cultura de indicadores, mas nem todas são assim. O caminho para uma cultura de indicadores começa com um conjunto eficaz de processos de gestão onde os indicadores são fundamentais para as tomadas de decisões.
• Meça seus processos, e não apenas suas funções.
• Avalie os dados históricos e defina objetivos futuros.
• Identifique quem são os direcionadores de cada Métrica.
• Certifique-se de suas métricas estão hierarquicamente ligadas com a estratégia da empresa e com a satisfação dos clientes.
• Garanta que para cada indicador há um plano de ação para corrigir o rumo.
Colocar um toque moderno em alguns princípios de 2.000 anos de estratégia militar irá permitir-lhe realizar mais, mais rápido, com menos recursos, e levar o desempenho da sua organização para o próximo nível.

Depois do Downsizing

Postado por Helton em 30/12/2010 na categoria Administração / Gestão | Seja o primeiro a comentar

Dino Carlos Mocsányi

Nos anos 80, os demitidos corriam atrás de emprego.
Agora, viram empresários.

Durante mais de trinta anos o engenheiro civil Alexandre Carvalho trabalhou no grupo Belgo-Mineira. Começou na usina da empresa, em 1963, chegando a chefe de produção. Transferido depois para a área comercial, abriu escritórios no Nordeste. Foi em seguida deslocado para a área de marketing e, mais tarde, passou para o departamento de comércio exterior. Seu último cargo: presidente da Bemex, a empresa do grupo que lida com exportações e importações. Essa trajetória bem-sucedida terminou de uma forma traumática para Carvalho. Em 1994, a Belgo criou um programa de demissão voluntária e lhe propôs que antecipasse a sua aposentadoria. Essa hipótese não estava nos seus planos. Fazia três anos na presidência da Bemex, e pretendia permanecer no posto por mais três. Então completaria 60 anos, idade limite no grupo para a aposentadoria compulsória. Atropelado pelo convite para se retirar, viu-se quase forçado a aceitá-lo. Era grande o risco de não contar no futuro com os mesmos incentivos e benefícios então oferecidos. “Fiquei deprimido por uns dois meses”, diz ele. As coisas só começaram a melhorar quando Carvalho resolveu montar um negócio próprio, no setor de importação, aproveitando sua experiência profissional na área. “Uma pessoa que fica trinta anos na mesma empresa vira um peixe fora dágua. Eu pensava que só sabia mexer com aço”, afirma Carvalho. Ao se envolver nos afazeres para colocar a sua empresa em pé, ele não teve mais muito tempo para remoer a sua dor. “Minha satisfação profissional é hoje muito maior do que antes.”

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Decifrando o código genético do empreendedor

Postado por Helton em na categoria Administração / Gestão | Seja o primeiro a comentar

Rosane Severo

O que é necessário para ter sucesso num novo negócio? Embora não exista o empresário perfeito, várias qualidades pessoais podem ajudar a construir um negócio próspero. Não acredito em receita de bolo, mas vejo que se decifrarmos o código genético do empreendedor, procedimento que agora está tão em voga, algumas características básicas surgirão:

Saber delegar – Não importa o quão inteligente e enérgico uma pessoa é, será sempre um grande engano tentar resolver tudo sozinho. A menos que ela atue sozinha e possua um negócio de uma pessoa só, terá que confiar que seus empregados farão a parte deles, para que possa dirigir o seu negócio.

Saber ensinar – Para delegar efetivamente, serão necessárias pessoas com habilidades apropriadas e elas podem ter que aprender algumas dessas habilidades com o empreendedor.

Ser automotivado – O proprietário de um pequeno negócio não terá um chefe lhe dizendo quando e como trabalhar. Quem tiver dificuldade de produzir sem cobranças, deve manter o seu emprego.

Saber trabalhar com números – Para empreender será necessário passar uma boa parte do tempo analisando e calculando números referentes às despesas, receitas, impostos e outros. Uma fobia à matemática não vai ajudar quem deseja ser um empreendedor.

Não se importar em cometer enganos – Todos cometem enganos, mas o truque é aprender com eles e mudar. Nem todos têm essa facilidade.

Gostar de trabalhar – Ao contrário do mito, gostar de trabalhar não significa ser um trabalhador compulsivo, mas gostar de trabalhar é um pré-requisito para começar um negócio próspero. Muitos empresários bem sucedidos acreditam que faz mais sentido estabelecer um cronograma de trabalho razoável, que permita o equilíbrio entre o tempo despendido no trabalho e em suas vidas pessoais. No entanto, não é recomendável começar um negócio a menos que realmente se aprecie trabalhar, pois trabalho é que não vai faltar.

Saber vender – Um empreendedor, naturalmente, terá que vender produtos aos clientes. Poderá, também, precisar vender o conceito do seu negócio para prováveis financiadores. E, certamente, vai precisar convencer empregados potenciais a aceitar trabalhar para sua empresa em lugar de trabalhar para a concorrência. Isso tudo significa saber vender.

Não desistir facilmente – Implantar um negócio implicará em enfrentar obstáculos que podem desestimular alguns indivíduos. Um empreendedor terá mais sucesso se for o tipo de pessoa que aprecia enfrentar desafios. Uma boa dose de otimismo também é muito útil, pois ajudará a administrar as incertezas, que são parte de qualquer negócio.

Custos e Produtividade

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Carlos José Pedrosa

A contabilidade tradicionalmente e por sua própria natureza, registra fatos históricos que são reportados numa determinada data ou numa determinada época, para determinar o dispêndio com a produção e medir-lhe a eficiência (ou ineficiência), aplica-se a contabilidade de custos, entretanto, o custo histórico é uma medida ineficiente, visto que só apura quando terminada a produção. Com isto podemos dizer que o custo histórico incorpora (e esconde) todos os fenômenos ocorridos na produção, no entanto serve apenas para dar uma idéia de quanto custou determinado produto, geralmente por um custo médio e, quando se calcula a média de alguma coisa, também incluímos a média dos erros, dos desperdícios e das ineficiências.

Nada disso torna inválida os custos históricos, é preciso, porém, associá-los a alguma medida comparativa que evidencie de que forma está sendo conduzido o processo de fabricação, a medida comparativa por excelência é o custo-padrão, registrando e comparando os dois, poderemos chegar a uma análise que evidencie as variações ocorridas – positivas ou negativas. O custo padrão é uma avaliação de quanto um determinado produto deverá custar, mantidas as condições vigentes, mas, para que seja eficiente em sua função, o custo padrão deverá ser associado ao orçamento da empresa quanto ao volume e valor da produção planejada.

Dessa análise poderemos extrair subsídios para melhorar o gerenciamento dos custos de produção e, com isso melhorar a rentabilidade dos investimentos, essas considerações passam pela produtividade, aqui podemos considerar a produtividade como sendo o resultado do aproveitamento ótimo dos recursos humanos, materiais e técnicos, ou seja, mão-de-obra, materiais e equipamentos. A produtividade fornece a medida da utilização dos recursos disponíveis, pode-se dizer que é um meio de melhorar o nível da economia de um país. Aumentando nossa capacidade de produzir, utilizando os mesmos recursos, melhorando métodos e processos de trabalho e reduzindo os custos de produção, chegaremos ao barateamento do preço de venda, aumento da produção, melhores salários, melhor poder aquisitivo, e, por conseqüência, ao fortalecimento da economia. O custo padrão é um método adequado e eficiente, não apenas para controlar, mas também para informar sobre diversos aspectos da produção, como a utilização de matérias-primas e refugos produzidos; emprego da mão-de-obra; qualidade do produto; adequação do fluxo do processo; utilização das instalações e equipamentos; tempo ocioso de mão-de-obra e equipamentos, etc. Mas, será necessário estabelecer os padrões baseados em critérios que sejam adequados, ou seja, em critérios técnicos, nunca em critérios subjetivos.

Assim deverá estar baseado no estudo do projeto, dos métodos e dos processos de produção, será melhor se esse estudo começar a ser feito simultaneamente com o projeto do produto, serão estabelecidos os padrões para materiais, mão-de-obra, tempo de operação e gastos gerais de fabricação (ou despesas indiretas de fabricação). O padrão de materiais é uma conseqüência da quantidade-padrão e do preço-padrão, o padrão de quantidade é estabelecido com base nas especificações do projeto do produto e, se necessário, por análises químicas e mecânicas e testadas através de produção-piloto. Já o preço-padrão depende muito das condições do mercado, sendo influenciado por greves, maior ou menor disponibilidade, estabilidade da moeda e outros fatores econômicos. Levam-se em conta eventuais oportunidades envolvendo as quantidades econômicas, métodos e freqüência de entrega e condições mais ou menos vantajosas oferecidas pelos fornecedores, o padrão de mão-de-obra é resultante do salário-padrão e do tempo de operação (ou tempo-padrão). Sofre a influência do método de operação mais ou menos adequado (o que é determinado pela área técnica), deve incluir estudos sobre os equipamentos utilizados na produção; controle sobre a quantidade e qualidade dos materiais usados e tempo a ser aplicado em cada operação. À área técnica contribui com essas informações, que servirá de base para o estabelecimento do padrão de mão-de-obra, o tempo-padrão depende do grau de eficiência da mão-de-obra. Pode ser influenciado pelo arranjo físico da fábrica, pela entrega dos materiais nos locais necessários e no tempo determinado, por um eficiente sistema de programação da produção, pela padronização das operações, pela freqüência das paradas, pelo treinamento da mão-de-obra e outros fatores.

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